Inicia hoje a Campanha Nacional de Prevenção à Fraude Bancária, levada a cabo pela
Associação Angolana de Bancos. O ato de lançamento teve lugar aqui em Luanda durante uma
conferência de imprensa. Está oficialmente lançada a Campanha Nacional de Prevenção à
Fraude Bancária.
A iniciativa da Associação Angolana de Bancos visa adotar os seus associados de informações
que os possa proteger de fraudes e burlas bancárias, segundo o presidente da Banco, Mário
Nascimento. Para chamar a atenção, a consciencialização dos clientes bancários da
necessidade de se proteger contra a fraude bancária, da necessidade de perceberem aqueles
que são também alguns dos instrumentos, mecanismos de fraude e para que possamos todos
confiar que o sistema é um sistema que protege e também salvaguarda os valores e o
património das pessoas. Trata-se de uma campanha preventiva para que os cidadãos evitem
percas de dinheiros nas suas contas, segundo o responsável da Banco, que falava nesta
segunda-feira durante uma conferência de imprensa que marcou o lançamento do projeto.
A nossa campanha é principalmente evitar que as pessoas percam esse dinheiro, por isso é uma
campanha preventiva e nós estamos nessa perspectiva de chamar a atenção das pessoas antes
de fazerem qualquer utilização de cartões, qualquer utilização de mecanismos de internet,
acesso à internet, de envio de mensagens, é prestarem atenção e refletirem para se protegerem,
para evitar que a perca se efetue. Porque muitos dos fraudes que acontecem, aquilo não é
porque existe uma evasão dos sistemas dos bancos ou porque existe uma operação que foi feita
sem a autorização dos clientes por intrusão no sistema bancário. Muitas vezes nós reparamos
que é aquilo que se chama engenharia social, as pessoas são levadas a comportamentos, ações
que por trás têm ações maléficas e fraudulentas.
A campanha terá duração de dois meses. Para o economista Daniel Zapateiro, a Banco vem
defender os seus associados para que tenham o mínimo de conhecimento sobre como se
proteger de burlas. Enquanto associação de bancos, na minha modesta opinião, vem aqui
defender os seus associados, de que os seus clientes bancários têm que ter o mínimo de
informação e conhecimento para evitar que entrem em situações de fraude e também de burlas,
por via dos serviços que os bancos prestam e nessa vertente mitigar ou até evitar perdas
patrimoniais das suas contas bancárias.
O economista admite que ainda existe uma franja da sociedade que vive com dificuldade de lidar
com meios de pagamentos diferenciados, o que torna-os ainda mais frágeis a serem vítimas de
burlas. Há um ano é que deixamos de usar uns cheques, emissão de cheques, porque cheques,
letras, o multicaixa express, o cartão multicaixa, as aplicações dos próprios bancos, é tudo muito
novidade para muita gente. E nós sabemos que isso pode levar a que certas pessoas, com mais
conhecimento, consigam-se aproveitar ainda da falta de prática das pessoas com estes meios
de pagamento tão diferenciados.
Arrancou nesta segunda-feira a Campanha Nacional de Prevenção à Fraude Bancária, uma
iniciativa da Associação Angolana de Bancos.
