
Luanda que tem sido o centro do consumo registou a menor variação nos preços de 1,10%, ao passo que Cabinda teve a maior variação (1,91%).
O custo de vida angolano abrandou 5,89% pontos percentuais(pp) passando de 28,20% em Abril de 2024 para 22,32% em Abril de 2025, atingindo o nível mais baixo desde Janeiro de 2024 de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Em termos mensais a inflação fixou-se 1,34% uma desaceleração 0,04 pp em relação a Março, verificando uma contínua queda desde o início do ano de 2025 depois de em Janeiro (1,67%), Fevereiro (1,59%) e Março (1,38%).
A classe “Bebidas alcoólicas e tabaco” foi a que registou o maior aumento de preços, com uma variação de 1,94%, seguido pelos “Vestuário e calçado” com 1,80%, “Hotéis, cafés e restaurantes” com 1,65% e “Saúde” com 1,56%.
A capital do país, Luanda, registou a menor variação nos preços com 1,10% de Março a Abril. Segundo dados do INE, a classe “Vestuário e calçado” foi a que registou o maior aumento de preços com 1,98%.
O Banco Nacional de Angola(BNA) prevê uma taxa de inflação de 17,5% no final deste ano. A instituição que define a política monetária do país tem mantido uma política monetária contracionista para se alcançar a taxa de inflação de um dígito nos próximos dois anos.

A Desaceleração da inflação homóloga em Angola para 22,32% em Abril de 2025, segundo o Instituto Nacional de Estatística, representa um sinal relevante de estabilização macroeconómica, embora ainda num nível elevado. A redução de 5,89 pontos percentuais confirma uma tendência consistente de desinflação mensal, mas persistem pressões em sectores sensíveis como bebidas alcoólicas e tabaco, vestuário, restauração e saúde.
As assimetrias territoriais — com menor variação em Luanda e maior em Cabinda — evidenciam desafios estruturais ligados à logística e concorrência.
Do ponto de vista jurídico, o Banco Nacional de Angola actua dentro do seu mandato de garantir a estabilidade de preços, mantendo uma política monetária contracionista com meta de 17,5% até ao final do ano, visando inflação de um dígito nos próximos dois anos.
Apesar dos progressos, a inflação continua a afectar contratos, relações de consumo e direitos sociais, exigindo coordenação entre política monetária, fiscal e reformas estruturais. O momento é de transição: o sucesso dependerá da consolidação macroeconómica e do fortalecimento do Estado de Direito económico.
A Desaceleração da inflação homóloga em Angola para 22,32% em Abril de 2025, segundo o Instituto Nacional de Estatística, representa um sinal relevante de estabilização macroeconómica, embora ainda num nível elevado. A redução de 5,89 pontos percentuais confirma uma tendência consistente de desinflação mensal, mas persistem pressões em sectores sensíveis como bebidas alcoólicas e tabaco, vestuário, restauração e saúde.
As assimetrias territoriais — com menor variação em Luanda e maior em Cabinda — evidenciam desafios estruturais ligados à logística e concorrência.