A Banca e o Estado: Quando o único pescador da aldeia é também quem compra todo o peixe

A grande falha das críticas à banca é presumir que os bancos angolanos funcionam num ambiente semelhante ao sul-africano, ao europeu, ou ainda a países africanos com uma estrutura e contexto económico diferente do angolano

A preferência dos bancos por títulos públicos não é uma escolha arbitrária, é o resultado racional da intermediação financeira num país onde o risco privado é elevado e o retorno é limitado por regulação

A limitação ao crédito não surge dos balanços bancários, mas dos constrangimentos do ambiente de negócio e das debilidades das empresas, em matérias como a governação deficiente, a fraca transparência financeira

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*(Título do artigo: Uma metáfora para ilustrar que, numa economia sem investidores privados com escala, os bancos são inevitavelmente quem financia o Estado)

*Economista, PCA da Associação Angolana de Bancos (ABANC)

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