O país deve continuar a trabalhar e adotar medidas para que possa sair da monitorização reforçada do Grupo de Ação Financeira Internacional, Gafi, até 2027. É uma declaração feita pelo Ministro do Estado para a Coordenação Económica, que conferiu posse hoje à nova Diretora-Geral da Unidade de Informação Financeira. Fausta Raul Mozumbi é a nova diretora-geral da Unidade de Informação Financeira, UIF, órgão responsável por prevenir e combater o branqueamento de capitais, financiamento ao terrorismo e a proliferação de armas de destruição massiva.
A tomada de posse, orientada pelo Ministro do Estado para a Coordenação Econômica, decorreu esta sexta-feira em Luanda. Ao isso, recolhe e analisa informações sobre operações financeiras suspeitas e tem desempenhado um papel fundamental para que o país possa sair da monitorização reforçada ou lista cinzenta do Grupo de Ação Financeira Internacional, Gafi. de adequação dos nossos instrumentos de trabalho, de modo a darmos cumprimento integral às recomendações do grupo da ação financeira e permitir que o país continue a fazer o seu caminho de adequação àquilo que são as melhores práticas nestas matérias, do ponto de vista da ação reguladora, de monitoramento, supervisão e de sancionamento. É ação crítica nesta fase porque pretendemos também, quanto antes, sairmos deste quadro de monitoramento reforçado em que estamos sujeitos.
A nossa meta é 2027, por isso não temos muito tempo, mas temos felizmente muito trabalho já realizado. Gostaríamos que desse trabalho realizado pudesse dar continuidade e sobretudo acelerar lá onde possível a sua execução e naturalmente com a colaboração de todos os membros do governo e particularmente dos membros que compõem o Comitê de Supervisão. Pedimos também o apoio das ordens profissionais, sobretudo da Ordem de Advogados, a Ordem de Contabilistas e Políticos de Contabilidade de Angola. e as organizações não governamentais, porque parte do trabalho que tem que ser realizado passa também pelo compromisso e comprometimento destas instituições.
Ligada ao Banco Nacional de Angola, a Unidade de Informação Financeira protege o sistema financeiro, combate à corrupção, crime organizado, reforça a transparência econômica e contribui para a credibilidade internacional de Angola. O desafio é continuar a fortalecer a task force. A coordenação interna é necessária porque a comunidade global olha para isso como um fator importante para que Angola seja efetivamente um país mais transparente, mais seguro por causa da questão do financiamento ao terrorismo. Nós não somos uma jurisdição de risco alto, mas temos aqui fatores que nos colocam numa situação de vulnerabilidade, de risco médio. Então essas são as minhas diretivas, esse é o caminho que nós vamos seguir. A UIS atua igualmente como ponte entre o setor financeiro e as autoridades policiais e judiciárias para proteger a integridade do sistema financeiro.